CENTRAR OS ESTUDOS NO ALUNO PARA DAR A VOLTA AO MEIO – COMO A GULBENKIAN QUER ALARGAR O MAPA DO SUCESSO ESCOLAR
De portas abertas desde o final do ano passado, os Centros de Estudo Gulbenkian acompanham 75 alunos de três bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde as carências socioeconómicas andam de mãos dadas com elevadas taxas de insucesso e abandono escolar. A intervenção, implementada em articulação com agrupamentos de escolas, e a parceria de entidades locais, pretende transformar essa realidade, através de uma rede de dezenas de explicadores, a aposta em três disciplinas – Português, Inglês e Matemática – e o envolvimento das famílias e comunidades. O Afrolink foi até ao bairro do Vale da Amoreira, no município da Moita, para saber mais sobre esta proposta de mudança.
EM DESTAQUE
O tema das Migrações está a marcar o debate público, mobilizando – e polarizando – as agendas políticas e mediáticas. Entre propostas de alterações legislativas, actualizações estatísticas dos novos fluxos migratórios, e análises sobre o seu impacto no tecido social e serviços públicos, o que têm a dizer os imigrantes que vivem no país? A I Assembleia de Cidadãos Migrantes compromete-se a ouvir e a fazer ouvir os contributos de quem deixou um mundo para trás e escolheu Portugal para viver.
Nas últimas horas, o líder da extrema-direita parlamentar divulgou, nas suas redes sociais, um vídeo com a seguinte legenda: “Na Cruz de Pau (Seixal) um grupo de bandidos perseguiu e abalroou um carro de polícia”. A mensagem, rematada com um apelo à reflexão -“As imagens (...) deviam fazer-nos pensar na selva em que Portugal se está a tornar sem que ninguém faça nada” - foi rapidamente disseminada por outros políticos e fiéis do Chega, unidos na distorção da realidade. Em busca dos factos, o Afrolink, questionou a PSP que, através do seu núcleo de imprensa e comunicação institucional, desmente a ficção criada por André Ventura.
“A Água Me Leva” é o mais recente filme de David J. Amado, tendo estreado em março em Lisboa, no Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, no âmbito do projeto “Democracy em in Action”. Seguiram-se outras exibições na Casa Capitão e na Associação Passa Sabi, a que se junta uma nova no próximo sábado, 2 de maio, na Rádio Quântica. Após ter assistido à última apresentação, o Afrolink encontrou-se com o produtor, bailarino, e artista na Fundação Gulbenkian. Uma oportunidade para falarmos sobre esta curta-metragem, que vai fazer parte de um projeto maior, intitulado “Depois do Norte”, mas também para conversarmos sobre o livro “Desprotegidos”, que se prepara para lançar.
À luz da lei existe notificação tácita? Não deve a mesma ser explícita? Não tem o Estado o dever de provar, de forma cabal, que notifica os cidadãos antes de presumir seja o que for? Como entender que a notificação de atribuição de um apoio jurídico seja comunicada de forma expressa e com indicação de prazos de recurso, e que a notificação de não atribuição – aquela que efectivamente atira o cidadão para uma situação de desprotecção jurídica – não o seja? Continuo sem respostas. Continuarei à procura delas. Pela restituição do meu direito à defesa.
Inacreditável. Absurdo. Distópico. Quando acabarem de ler este texto, talvez vos ocorram outros adjectivos para juntar ao meu actual estado de perplexidade jurídica. Inquilina sem qualquer renda em atraso, mas desde 2024 em disputa com a empresa-senhoria – por esta, à margem das normas, tentar impor a lei do mais forte –, encontro-me na circunstância bizarra de ter sido condenada a pagar cerca de dois anos de rendas já liquidadas. Esta é a crónica de um naufrágio pelo Portugal dos pergaminhos.
Depois de ter dado muito que falar como a grande sensação das listas do PS às últimas Legislativas, Eva Cruzeiro destaca-se como uma das deputadas mais ativas da Assembleia da República, no combate à extrema-direita parlamentar. Firme nas suas intervenções, a também rapper, ativista e investigadora recebeu o Afrolink na ‘Casa da Democracia’, para uma entrevista em que fala do seu papel na política e do impacto do seu mandato, ao mesmo tempo que reflete sobre o enfraquecimento dos partidos tradicionais, e a responsabilidade dos democratas e da comunicação social para a polarização e normalização do discurso de ódio. Sem recuos, afirma: “O hip-hop formou-me, blindou-me, fortificou-me e preparou-me muito bem para lidar com tudo isto”.
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ÚLTIMOS ARTIGOS
O Centro de Intervenção para Desenvolvimento Amílcar Cabral, em Picoas, o Auditório 1 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária, e o Espaço Cultural Mbongi 67, em Monte Abraão acolhem, na próxima semana, o "Colóquio sobre o Legado Cultural e Político de Mário Pinto de Andrade". O programa estende-se ao longo de quatro dias – 25, 28, 29 e 30 de Maio –, apresentando uma exposição arquivística, conferências, painéis temáticos, mesas-redondas, uma sessão cultural e bancas de livros.
Depois da estreia no Porto, no final do ano passado, o monólogo “Hotel Paradoxo”, protagonizado por Marco Mendonça, apresenta-se em Lisboa na próxima semana. De 21 a 23 de Maio, com duas sessões por dia – às 19h e às 22h –, o Planetário da Marinha, em Belém, recebe este espectáculo, escrito e encenado por Alex Cassal.
A dramaturga, criadora e actriz brasileira Keli Freitas assina a direcção artística de um novo projecto participativo do Teatro Nacional D. Maria II, cujo elenco vai integrar pessoas imigrantes, com ou sem experiência na área. Se vive em Lisboa, é imigrante e tem mais de 18 anos, pode candidatar-se.
No próximo Dia Mundial da Diversidade Cultural e do Diálogo, que se assinala a 21 de Maio, a produtora e guionista Inês Leitão inaugura, às 19h na AAGA - Associação de Apoio à Comunidade dos Países de Língua, situada no Seixal, a sua primeira exposição de fotografia. Intitulada “Mulheres Moçambicanas”, a mostra apresenta, através de cada rosto, a dor da devastação deixada pelo ciclone Idai.
Sob o mote "Raízes em Movimento", a CPLP Fashion Week 2026 acontece de 22 a 25 de Maio, em Lisboa. Com "moda, cultura e identidade lusófona", a iniciativa reserva para a noite de sábado, 23, no Casino Estoril, o seu desfile oficial, a que se juntam exposições de várias marcas.
A exposição “Ceci n’est Pas Francisco”, da artista e investigadora Marta Pinto Machado, expande-se no CCCV – Centro Cultural Cabo Verde, em Lisboa, a partir do próximo dia 22, às 18h, como continuidade da mostra já inaugurada no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, também na capital portuguesa.