HISTÓRIAS

Literatura Paula Cardoso Literatura Paula Cardoso

A literatura negra tem casa própria e exclusiva em Portugal, e isso promete desalojar preconceitos 

Em 2019 começou por partilhar sugestões de livros, e reflexões sobre a falta de diversidade, autoral e temática, no mundo editorial. De conteúdo em publicação, desbravou páginas, capítulos e títulos, popularizando-se como a autora do “Quem me Lera”, projecto que se tornou assinatura e marca digital. Tradutora, revisora e editora, Elga Fontes lidera agora uma nova chancela – a Kiala – onde o catálogo e a sua produção se constroem a partir de talentos negros. O Afrolink apresenta-lhe esta novidade, que se estreia no mercado com a obra “Feminismo na Periferia”, já à venda, e com apresentação marcada para as 18h30 de 11 de Junho, na Casa do Comum, em Lisboa.

Em 2019 começou por partilhar sugestões de livros, e reflexões sobre a falta de diversidade, autoral e temática, no mundo editorial. De conteúdo em publicação, desbravou páginas, capítulos e títulos, popularizando-se como a autora do “Quem me Lera”, projecto que se tornou assinatura e marca digital. Tradutora, revisora e editora, Elga Fontes lidera agora uma nova chancela – a Kiala – onde o catálogo e a sua produção se constroem a partir de talentos negros. O Afrolink apresenta-lhe esta novidade, que se estreia no mercado com a obra “Feminismo na Periferia”, já à venda, e com apresentação marcada para as 18h30 de 11 de Junho, na Casa do Comum, em Lisboa.

Sem meias-palavras, Elga Fontes anuncia ao que vem: “Contribuir para o alargamento da forma como nós, enquanto cidadãos portugueses em concreto, conseguimos ver e imaginar o mundo”.  A proposta constrói-se sob a chancela da Kiala, editorialmente dedicada à publicação de autores negros, e confronta-se, desde a primeira letra, com a estreiteza e incoerência de perspectivas que pretende dilatar.

Se por um lado há quem se apresse a condenar o projecto ao fracasso – “A maior parte do vosso público-alvo é analfabeto ou não quer saber minimamente de leitura, a não ser que seja o manual de instruções de como ‘montar’ um barco de borracha para invadir a Europa” – , por outro lado não falta quem veja nele uma ameaça tão grande que justifique a apresentação de uma queixa ao Provedor de Justiça.

Lembrando que o mercado está cheio de editoras que se dedicam a géneros literários específicos, especializando-se, por exemplo, em obras religiosas ou feministas, Elga, que é tradutora e revisora, sublinha que a Kiala tem de ser vista à luz dessa liberdade curatorial.

“Acho importante frisar isto: o facto de publicarmos exclusivamente livros de pessoas negras, não impede quem não o seja de participar no mercado editorial”.

Apesar da obviedade, depressa os protestos se alastraram por artigos de opinião, caixas de comentário e mensagens privadas em redes sociais, numa voragem de reacções em que, sem surpresa, as formulações racistas – como aquela que partilhámos há um par de parágrafos – , são a via escolhida para contestar o alegado racismo da Kiala.

“Para quem não estudou geografia, Portugal é um estado soberano cujo território fica no continente europeu, não em África”, lê-se num dos comentários, em que se apregoa o carácter branco da população lusa.  “É esta a sua matriz populacional, que não é alterada pelo facto de viverem no país alguns pretos, amarelos, mestiços ou às riscas”, prossegue a mensagem, exigindo “mais respeito pela casa do hospedeiro”.

“Feminismo na Periferia” e “A morte de Vivek Oji” inauguram a Kiala

O pensamento, cristalizado na fantasia de uma identidade racial monocromática, e na ideia de que pessoas não brancas são apenas paisagem social – sem o direito a afirmar as suas subjectividades –, explica bem a importância de uma editora com o foco curatorial da Kiala. 

“Esperamos que os nossos livros consigam inspirar os leitores, abrir espaço para outras formas de pensar e combater a facilidade com que ainda se desumanizam pessoas negras”.

A esperança, partilhada numa das publicações da chancela no Instagram, ganha corpo com o lançamento da obra  “Feminismo na Periferia”, de Mikki Kendall, já disponível para venda, e com apresentação marcada para as 18h30 de 11 de Junho, na Casa do Comum.

Segue-se, em Novembro, “A morte de Vivek Oji”,  da autoria de Akwaeke Emezi, que encerra o catálogo de publicações anunciadas para este primeiro ano de vida.

“Acho que estes dois livros entram muito bem nos dois verbos que queremos conjugar: ver e imaginar”, assinala Elga, antes de assinalar as diferenças entre títulos. “‘Feminismo na Periferia’ é, no grande plano das coisas, mais um sobre feminismo, só que é dos poucos traduzidos em Portugal que fala numa perspectiva interseccional”, aponta, acrescentando: “Fala sobre feminismo tendo como objecto principal, digamos assim, pessoas negras, pessoas periféricas, pessoas que tendem a ser excluídas dos ideais e do movimento feminista na prática”. 

Já a obra “A morte de Vivek Oji”, nota a tradutora, centra-se “numa pessoa negra, nigeriana, que se debate muito com a identidade de género, tema que ainda é escassamente abordado em Portugal”. Isto porque, apesar de existirem no país algumas publicações sobre pessoas trans e identidade de género, Elga explica que poucas reflectem a realidade de pessoas negras em contextos africanos ou afrodescendentes.

Confiante no poder transformador das leituras, a coordenadora da Kiala sublinha que os livros permitem “imaginarmo-nos enquanto agentes activos da sociedade que queremos construir, e na qual queremos viver”.

Por exemplo, em “Feminismo na Periferia”, a autora parte da própria experiência, marcada por violência, pobreza e hipersexualização, para, destaca-se na sinopse, analisar “temas como direitos reprodutivos, experiências de abuso, cultura popular e saúde mental”. Ao fazê-lo, prossegue o epítome, Mikki Kendall confronta falhas. “As correntes feministas convencionais raramente encaram a satisfação das necessidades básicas como uma questão feminista e, demasiadas vezes, concentram-se não na sobrevivência das muitas, mas no aumento dos privilégios de poucas. Essa miopia, alimentada por divisões internas e pelo privilégio étnico-racial e de classe, fragiliza a solidariedade entre mulheres e deixa, sobretudo, as mulheres negras e periféricas à margem”.

O poder inclusivo e combativo da literatura

Conseguimos ver melhor, a partir deste e de outros olhares de denúncia?

“Os livros dão-nos acesso a diferentes vivências, a partes de nós que se calhar não conseguimos ver no dia-a-dia, ou que temos dificuldade em partilhar com outras pessoas”, e assumem “um papel importantíssimo na definição da cultura e de uma sociedade mais igualitária e justa para todos”.

Desde logo, a literatura tem o poder de influenciar a linguagem que usamos. Na Kiala, o livro de estilo distingue-se por integrar a explicitação de como usar o sistem ELO, de linguagem neutral, ao mesmo tempo que lista uma série de termos a evitar, enunciando os substitutos.

“Pessoa negra em vez de preto, Estados Unidos da América, em vez de apenas América”.

E porque as palavras importam, Elga partilha como construiu o nome da chancela que agora coordena.

“Já tinha o nome na cabeça, mas ainda tive um processo de pesquisa. Kiala tem origens no kimbundu que é um língua bantu de Angola, e, nesse contexto, significa luz ou trazer luz”, explica, sem perder de vista outros sentidos.

“Em diferentes contextos culturais, pode ser lugar de alento, o lugar onde a galinha põe os ovos, e até líder de um grupo de pessoas que vão ser circuncidadas”, ilustra a editora, rendida ao reportório de possibilidades. 

“Achei engraçado que poderíamos adoptar também esse sentido metafórico da literatura negra, que pode ter diversos significados de acordo com diversas interpretações. É uma coisa viva por si só, não é homogénea”.

Bem vistas e revistas as leituras, Kiala tornou-se incontornável e, sendo indissociável do trabalho de Elga que se reconhece como angolana, nascida em Portugal – , é à identidade bantu que vai buscar a raiz.

 “Querendo ou não, é uma marca que está muito associada à minha imagem, enquanto mulher negra que tem tentado trazer uma maior diversidade para o meio editorial”.

O compromisso, iniciado em 2019, com o lançamento da página “Quem me Lera”, estende-se agora além das recomendações literárias. 

E, muito mais do que uma chancela dedicada à publicação de autores negros, a Kiala distingue-se por abrir portas a profissionais negros, nomeadamente para design e paginação.

“O nosso principal objectivo neste momento é tornar a editora sustentável algo que, por si só, já é bastante difícil neste sector, tão pequenino, com poucos apoios, e onde é tão caro publicar livros”.

O desafio acentua-se a partir do reconhecimento que “a maior parte das pessoas não compra livros, não gosta de ler, e não tem hábitos de leitura”.

Também por isso, a estratégia de afirmação da Kiala deverá passar pela articulação com outros projectos, igualmente alinhados com a divulgação da literatura negra, permitindo queo ciclo de vida de cada obra se prolongue para além da publicação.

“Queremos ir crescendo, mas não vamos crescer sozinhos”, pontua Elga, reafirmando a  vocação colectiva e combativa da nova chancela. 

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Em nome da liberdade, não da repressão: uma resposta feminista à proibição da burca

O Parlamento aprovou hoje, na generalidade, o projecto de lei que proíbe o uso, em espaços públicos, de “de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto", designação onde se incluem as burcas. A proposta, do Chega passou com o apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS e contou com votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. PAN e JPP abstiveram-se.  “Enquanto mulher feminista e deputada socialista”, Eva Cruzeiro explica, neste artigo de opinião que o Afrolink publica, porque se recusa “a aceitar que a emancipação das mulheres seja invocada para legislar contra elas”. “Esta medida não protege as mulheres muçulmanas, silencia-as. Não promove liberdade, impõe exclusão. Não defende os seus direitos, criminaliza a sua diferença”.

O Parlamento aprovou hoje, na generalidade, o projecto de lei que proíbe o uso, em espaços públicos, de “de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto", designação onde se incluem as burcas. A proposta, do Chega passou com o apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS e contou com votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. PAN e JPP abstiveram-se.  “Enquanto mulher feminista e deputada socialista”, Eva Cruzeiro explica, neste artigo de opinião que o Afrolink publica, porque se recusa “a aceitar que a emancipação das mulheres seja invocada para legislar contra elas”. “Esta medida não protege as mulheres muçulmanas, silencia-as. Não promove liberdade, impõe exclusão. Não defende os seus direitos, criminaliza a sua diferença”.

Texto de Eva Cruzeiro

A aprovação do projeto que proíbe o uso da burca em espaço público, apresentado pelo Chega e viabilizado pelos votos do PSD, da Iniciativa Liberal e do CDS, constitui um grave retrocesso nos valores de liberdade, igualdade e inclusão que devem sustentar qualquer democracia plural.

Enquanto mulher feminista e deputada socialista, recuso-me a aceitar que a emancipação das mulheres seja invocada para legislar contra elas. Esta medida não protege as mulheres muçulmanas, silencia-as. Não promove liberdade, impõe exclusão. Não defende os seus direitos, criminaliza a sua diferença.

A imposição sobre o modo como as mulheres se vestem, seja por obrigatoriedade ou por proibição, é sempre uma forma de controlo sobre os seus corpos. Quando o Estado define o que uma mulher pode ou não usar, está a perpetuar o mesmo tipo de opressão que, em outras geografias, condenamos.

Não podemos permitir que o feminismo seja instrumentalizado por discursos da extrema-direita para justificar medidas islamofóbicas. A luta feminista é, e sempre será, uma luta pela liberdade de todas as mulheres, incluindo as que não se enquadram nos padrões culturais ocidentais. O verdadeiro feminismo não impõe libertações por decreto. Escuta, respeita e apoia.

Proibir a burca coloca as mulheres muçulmanas numa encruzilhada injusta. Ou abandonam os seus princípios religiosos e culturais ou são excluídas da vida pública. Para muitas, isso poderá significar deixar de sair à rua, deixar de estudar ou de trabalhar. Em vez de promover integração, esta medida acentua a invisibilização.

Este não é um debate sério sobre segurança, é uma falsa solução para problemas que não se resolvem com proibições. É também um ataque à liberdade religiosa, à autodeterminação e à dignidade de milhares de mulheres que fazem parte da nossa sociedade.

Quantas mulheres portuguesas muçulmanas foram ouvidas na construção desta proposta? Quantas foram chamadas a opinar sobre uma medida que afetará diretamente as suas vidas?

Há quem diga que estas mulheres muçulmanas não conseguem denunciar ou reclamar por causa das condicionantes religiosas, culturais, familiares ou da dependência económica. Mas o mesmo acontece com muitas mulheres cristãs que, em contexto de violência doméstica ou até de violação dentro do casamento, também permanecem em silêncio, por medo, por vergonha, por isolamento ou por pressão social. E nem por isso propomos proibir o casamento cristão ou legislar contra a vida familiar tradicional. O que fazemos, ou deveríamos fazer, é garantir apoio, criar condições reais de autonomia, ouvir as mulheres e agir com responsabilidade. Isso implica desenvolver políticas públicas de informação e consciencialização, investir em canais seguros de denúncia e reforçar redes de apoio psicológico, jurídico, habitacional e económico, tanto do Estado como da sociedade civil. Só assim podemos criar alternativas concretas de libertação, em vez de impor restrições que apenas reforçam o isolamento e o estigma.

Se há mulheres a usar burca contra a sua vontade em Portugal, é nosso dever agir, como agimos em relação a qualquer forma de opressão. Para isso, devemos reforçar mecanismos de apoio, criar linhas de denúncia seguras, investir em respostas de proteção e empoderamento. Mas quando existem mulheres que usam burca por sua livre e consciente vontade e lhes é proibido fazê-lo, estamos a limitar a sua liberdade.

Pessoalmente, posso não me rever no uso da burca. Mas os meus gostos, convicções ou referências culturais não podem justificar a imposição de normas sobre os outros. E o mesmo se aplica em sentido inverso. Liberdade é isso, o direito de cada um existir plenamente, desde que sem causar dano ao outro.

Devemos apoiar todas as mulheres, e não legislar contra algumas. Precisamos de mais escuta e menos imposição. Mais inclusão e menos exclusão. E, acima de tudo, mais compromisso com uma sociedade onde todas as mulheres possam viver com dignidade, autonomia e respeito.

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“Contado por Mulheres” - Carta Aberta contesta falta de pluralidade do projecto

Pela segunda temporada a caminho do pequeno ecrã, o projecto “Contado por Mulheres”, uma produção da Ukbar Filmes em parceria com a RTP, sobressai pela ausência de diversidade. “Salta à vista que nem uma das mulheres escolhidas para ambas as temporadas do projecto é negra ou racializada, uma mulher com deficiência, ou uma mulher trans”, denuncia-se numa carta aberta dirigida à Ukbar Filmes, à RTP, e às 20 realizadoras que integram esse projecto. O Afrolink divulga a carta na íntegra, subscrita por mais de 430 pessoas, e que levanta questões fundamentais. Desde logo, estará a Ukbar Filmes disponível para assumir a falha “e tomar medidas com vista a corrigir os moldes de produção da segunda temporada e subsequentes, de forma a reflectir a pluralidade das mulheres artistas em Portugal?”.

Pela segunda temporada a caminho do pequeno ecrã, o projecto “Contado por Mulheres”, uma produção da Ukbar Filmes em parceria com a RTP, sobressai pela ausência de diversidade. “Salta à vista que nem uma das mulheres escolhidas para ambas as temporadas do projecto é negra ou racializada, uma mulher com deficiência, ou uma mulher trans”, denuncia-se numa carta aberta dirigida à Ukbar Filmes, à RTP, e às 20 realizadoras que integram esse projecto. O Afrolink divulga a carta na íntegra, subscrita por mais de 430 pessoas, e que levanta questões fundamentais. Desde logo, estará a Ukbar Filmes disponível para assumir a falha “e tomar medidas com vista a corrigir os moldes de produção da segunda temporada e subsequentes, de forma a reflectir a pluralidade das mulheres artistas em Portugal?”.

Realizadoras seleccionadas para a segunda temporada de “Contado por Mulheres”

Carta aberta à Ukbar Filmes, à RTP e às mulheres escolhidas para o projecto “Contado por Mulheres”

Foi recentemente anunciada a segunda temporada do projecto "Contado por Mulheres", uma produção da Ukbar Filmes em parceria com a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

Nesta segunda temporada serão produzidos 20 telefilmes dirigidos por 20 mulheres realizadoras portuguesas, que abordarão questões inspiradas nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Relembre-se que para a primeira temporada do projecto “Contado por Mulheres” (2022), segundo o comunicado de imprensa da altura, foram convidadas “dez realizadoras de várias gerações, que possuem um forte sentido narrativo, com uma grande experiência, ora na representação ora na publicidade”, a saber: Ana Cunha, Anabela Moreira, Cristina Carvalhal, Daniela Ruah, Diana Antunes, Fabiana Tavares, Laura Seixas, Maria João Luís, Rita Barbosa, Sofia Teixeira Gomes. 

Nesta temporada, a Ukbar Filmes e a RTP convidaram, não dez, mas vinte realizadoras. A saber: Ana Cunha, Carolina Rosendo, Cláudia Alves, Cristina Carvalhal, Fabiana Tavares, Filipa Ruiz, Francisca Alarcão, Joana Areal, Joana Barbosa, Joana Botelho, Joana Machado Madeira, Laura Andrade, Lúcia Moniz, Margarida Leitão, Margarida Vila-Nova, Maria João Bastos, Mónica Santos, Rita Barbosa, Rita Pestana, Sandra Faleiro. 

Salta à vista que nem uma das mulheres escolhidas para ambas as temporadas do projecto é negra ou racializada.

Salta à vista que nem uma das mulheres escolhidas para ambas as temporadas do projecto é uma mulher com deficiência.

Salta à vista que nem uma das mulheres escolhidas para ambas as temporadas do projecto é trans.

Salta à vista que parte das realizadoras escolhidas para a segunda temporada do projecto é repetente na experiência.

Não salta à vista, mas facilmente se encontram ao alcance do toque ou da voz, num qualquer motor de pesquisa, os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU – os tais cujas questões inspiram as 20 narrativas cinematográficas da segunda temporada do “Contado por Mulheres” – a saber: 1. Erradicar a pobreza; 2. Erradicar a fome; 3. Saúde de qualidade; 4. Educação de qualidade; 5. Igualdade de género; 6. Água potável e saneamento; 7. Energias renováveis e acessíveis; 8. Trabalho digno e crescimento económico; 9. Indústria, inovação e infra-estruturas; 10. Reduzir as desigualdades; 11. Cidades e comunidades sustentáveis; 12. Produção e Consumo Sustentáveis; 13. Acção Climática; 14. Proteger a Vida Marinha; 15. Proteger a Vida Terrestre; 16. Paz, Justiça e Instituições Eficazes; 17. Parcerias para a Implementação dos Objectivos.

Saltam à boca as perguntas:

Para a Ukbar Filmes,

– Como justificam a total exclusão em ambas as temporadas de mulheres artistas, historicamente invisibilizadas, cujos trabalhos representam um compromisso real com as questões de género e das desigualdades – muitas das quais com percursos profissionais consolidados, e que vêm contribuindo substantivamente para um sector artístico e cultural mais fecundo, plural e transformador?

– Estão disponíveis para assumir esta falha e tomar medidas com vista a corrigir os moldes de produção da segunda temporada e subsequentes, de forma a reflectir a pluralidade das mulheres artistas em Portugal?

Para a RTP,

– Como justificam a total exclusão de mulheres negras, de mulheres racializadas, de mulheres com deficiência e de mulheres trans num projecto financiado por dinheiros públicos e alinhado com os ODS da ONU?

–  Quais os mecanismos de inclusão, consulta e transparência que foram (ou não foram) accionados no processo de selecção das realizadoras em ambas as temporadas? 

Para as mulheres, as realizadoras escolhidas: Ana Cunha, Anabela Moreira, Carolina Rosendo, Cláudia Alves, Cristina Carvalhal, Daniela Ruah, Diana Antunes, Fabiana Tavares, Filipa Ruiz, Francisca Alarcão, Joana Areal, Joana Barbosa, Joana Botelho, Joana Machado Madeira, Laura Andrade, Laura Seixas, Lúcia Moniz, Margarida Leitão, Margarida Vila-Nova, Maria João Bastos, Maria João Luís, Mónica Santos, Rita Barbosa, Rita Pestana, Sandra Faleiro, Sofia Teixeira Gomes,

– Como se posicionam perante a total ausência de mulheres negras, de mulheres racializadas, de mulheres com deficiência e de mulheres trans no projecto “Contado por Mulheres”?

– Que compromissos ou acções concretas estão dispostas a assumir – enquanto mulheres, artistas e cidadãs – para que a selecção das realizadoras da segunda temporada seja revista? 

Aguardamos pelas vossas respostas. Recusamos o vosso silêncio. A decisão de não integrar mulheres negras, mulheres racializadas, mulheres com deficiência e mulheres trans, e as suas perspectivas, não é um gesto aleatório. É uma escolha estratégica, política, que perpetua uma visão estreita sobre quem pode narrar, representar, imaginar comunidades, sociedades, países, mundos.

Ser feminista é uma prática interseccional que exige representatividade, compromisso, coragem, elevação.

Lisboa, 30 de Junho de 2025

Subscrevem,

Admila Sofia Tavares Cardoso, artista

Afrolink, rede

Ágata de Pinho Lopes, cineasta, actor

Aissa seidi, artista plástica, encadernadora, conservadora de arte, professora

Alberty luiz lemos barroso, mediador sócio cultural

Alegria Gomes, artista multidisciplinar

Alexander Jorge David Cartaxo, actor e realizador

Ali Pereira, artiste

Áliffe Barbosa Santos, auxiliar de enfermagem

Alla Falieri, artista

Amaya Sumpsi, realizadora

Amina Bawa, jornalista, produtora cultural

Ana Balona de Oliveira, historiadora de arte, curadora

Ana Carolina Gonçalves Magalhães Varela , artista multidisciplinar

Ana Carolina Mariano Gonçalves, assistente de produção

Ana Catarina Teixeira Pereira, operadora de Infografismo

Ana Cravid, manager nos seguros

Ana Filipa Mendes Tavares, professora

Ana Isabel Campos Bragança, arquitecta paisagista, gestora de projectos

Ana Isabel Duarte, gerente

Ana Isabel Fernandes Miranda, professora

Ana Isabel Vieira Fernandes, animadora sociocultural

Ana Joana Pereira Amorim, produtora executiva

Ana Mafalda Almeida, psicóloga

Ana Manhique, técnica de museologia

Ana Maria, aposentada, licenciada em LLM

Ana Maria Albuquerque Medeiros, professora

Ana Oliveira, intérprete

Ana Paula Costa, investigadora

Ana Rita Costa Gomes, mediadora intercultural

Ana Rita Monteiro da Cruz, actriz

Ana Rita Monteiro dos Santos, actriz

Ana Rita Xavier, coreógrafe

Ana rod, puta

Ana Sofia Martins, actriz

Ana Sofia Rodrigues da Silva Montes Palma, administrativa

Ana Valentim, actriz

Anabela Rodrigues, coordenadora da associação Teatro do Oprimido

Anaïs Ichiban, desenhadora de moda

Anaísa Lopes, coreógrafa, bailarina, professora

Anca Usurelu, produção, edição de livro

Andreia Byda, jurista

Andreia Nunes, animadora 2D

Andreia Nunes, produtora, professora

Andreia Ruivo, artista

Andreia Vanessa Morais Araujo, auxiliar de saúde

Angela Guerreiro, artista independente

Ângela Tavares, Kyc Officer

antonio ferreira, artista

António Pedro Bollaño Romero Bernardo Godinho, actor, dançarino

Aoaní, actriz, encenadora

Ariana Helena Varela Furtado, professora

Ariel de Bigault, autora, realizadora

Arlindo Camacho, fotógrafo

Associação Cultural Nêga Filmes, promotora da Cultura Negra

Associação Teatrolobby , companhia de teatro

Atena Barbosa, criadora, intérprete, produtora

Aveiro Feminista, colectivo

Barbara Almeida, médica

Barbara Lisana Mendes Freire Lino, cozinheira

Bárbara Wahnon, cantora, empresária

Be Dias, criadora, bailarine, performer

beatriz cruz freches de sousa teodosio, actriz

Beatriz Gonçalves Maciel, estudante

Beatriz Vasconcelos, assessora de comunicação cultural

Bella Baptista da Cruz, Starving Autist & surviving, with poverty afected disabled Artist

bibiana Picado Mendes, dramturgista

Binete upa undonque, actriz

Branca Clara das Neves, escritora

Bruno Alexandre Manhiça Bento, actor

Camila Fonseca Santos Brandião, AAL

Carla Alexandra da Conceição Madeira, actriz, docente de teatro

Carla Costa Gomes, actriz

Carla Ruiz Filipe, directora de produção

Carla Sofia Fonseca Monteiro, naturopata

Carlos Pereira humorista, argumentista

Carolina Alves, estudante

Carolina Archangelo Pereira da Silva, enfermeira

Carolina Caramelo, DIT

Carolina Coimbra, doula

Catarina Borges, designer

Catarina Negrão, investigadora

Catarina Rosa branco Pereira, estudante

Catarina Simões, produtora

Catarina Sofia da Cruz Ferreira, estudante

Catarina Syder Fontinha, actriz, mediadora intercultural, comunicadora, activista

Cátia Salgueiro, professora, argumentista

Cátia Virgínia Semedo Ramos, mentora de mulheres

Célia Maria de Sousa Gonçalves Pires, produtora de audiovisuais

Celia Sofia da Silva Fechas, actriz

Celina Bermudez Vogensen, professor de inglês

César Melo, actor

Cine Contra As Paredes, Cine Clube

Cire Ndiaye, artista

Cláudia Cristina Ferreira Semedo, actriz, encenadora

Claudia Galhós, jornalista, escritora

Cláudia Marques, investigadora

Cláudia Matos, gestora cultural

Cláudia Múrias, psicóloga social

Cláudia Sofia Dores Ferreira Martins, professora de História do 3° ciclo e secundário

Claudia Sofia Sevivas Ribeiro, professora universitária

Cláudio Martins da Silva Alves, crítico de cinema, figurinista

Cleo Diára, actriz, encenadora

Cleonise Malulo Pinho, actriz

Cristina Faria, técnica de documentação e património

Cristina Maria Lopes Tavares, professora

Cristina Maria Metelo Reto Carvalhal, actriz, encenadora

Cristina Roldão, professora

Cynthia Njuguna, estratega de marketing

Daniela Rosado, economista

Danielle Pereira de Araújo, cientista política

Dejana R.F., profissional setor turístico

Denise Fernandes, realizadora, argumentista

Denise Santos, designer

Dhyra, criativa

Diana Coutinho Almeida, herbalista, cozinheira

Diana Sofia, produtora dança

Diana Vieira de Campos Almeida, tradutora

DIDI CANDIDO, artista

Diogo Soares Martins, cineasta

Domingas Monteiro Robalo, design

Efraim Teles, professor

Ekua Yankah, epidemiologista

Eleonor Mata, psicóloga

Eliana NZualo escritora, consultora

Elisa Micaela Cordeiro dos Reis, decoradora

Eloísa Ascensão Fortes Correia, artista

Elsa Ferreira, head of organizational development

Eneida Tavares, designer de produto

Estevão Soares, gerente geral de hotel

Estionefa Yamara Colombo Ferreira, gestora

Eunice Pais, artista

Fábio Monteiro, artista

Fernanda Curi, arquiteta

Fernanda Polacow, guionista

Filipa Bossuet, artista plástica, jornalista

Filipa Isabel Canhestro Barros Barriga, bibliotecária

Filipa Pissarra, jurista

Flavia Gusmao Figueira, actriz , encenadora, formadora

Francisca Mantas Pinto, bailarina, coreógrafa

Francisca Maria de Oliveira Martins, artista, estudante

Gabriela Pereira Lima,assistente de realização

Gessica Correia Borges, investigadora, artista

Gil Filipe Monteiro Pinto, actor

Gio Lourenço, actor , criardor, performer, bailarino

Gisela Casimiro, escritora e artista

Gisele Fernandes, psicóloga

Gloria García, argumentista

Grupo EducAR, educação antirracista

Hélder Ricardo Agulhas Jaques, IT - sistemas de informação

Helena Estrela Baptista Vasconcelos Barbosa, estudante

Helena Maria da Silva Marques, desempregada

Helena Vicente, transaction officer

Henda Vieira-Lopes, psicólogo clínico, terapeuta familiar sistémico

Henrique Prudêncio, realizador, editor

Hilary Owen, professora catedrática

Hoji Fortuna, actor

Hugo Henrique Ngungui Narciso, actor

Humberto Giancristofaro Carvalho, realizador

Inês Alegria, conservadora restauradora

Inês Francisco Pantaleão, actriz

Inês Margarida Pereira Ventura, técnica superior

Ines Prats Azevedo Gomes, artista plástica

Inocência Mata, professora

Isabel Branco, arquitecta

Isabel Moura Mendes, gestora cultural

Isabél Zuaa, artista multidisciplinar

Isabella Permanschlager, tradutora

Ivanova Araújo, gestora de propriedades

Izária Mario Sá, animadora sociocultural

Janielly Braz Ferreira, psicóloga

Jo Castro, artista

Joana Baptista Costa, designer

Joana Barra Vaz, cineasta, música

Joana Brito Silva, actriz

Joana Campelo Fernandes Mendes Barata, actriz

Joana da costa Teixeira, assistente social

Joana Dágua, artista

Joana Grande, técnica de relações externas

Joana Isabel Teixeira de Sousa Ribeiro, socióloga

Joana Morais, professora

Joana Peralta, produtora de cinema

Joana pereira, assistente técnico

Joana Xavier, bióloga

João Bruno Figueira Sousa Silva, professor

João Guilherme Ribeiro Delgado, professor

João Mineiro antropólogo, investigador

João Nuno Pinto, realizador

João Pedro Barriga Martins, investigador

João Salaviza, realizador

Joãozinho da Costa, actor

Joaquim Paulo Nogueira, dramaturgo

Jorge Cipriano Santos Júnior, bailarino, coreógrafo

Jorge Goncalves, diretor de som

José António de Jesus Pires, encenador

José Ramón Cárdenas Salazar, argumentista, realizador

José Rui Rosário, funcionário público

Joyce Souza, actriz, professora

Justice Nnanna, director, produtor

Karla Juliana Pinheiro Melo, professora

Katia Canton, escritora

Kátia Lorena Manuel Nobre, assistente técnica na Função Pública

Katiana Silva, consultora

Kitty Furtado, investigadora

Laís dos Anjos da Costa Andrade, realizadora, guionista

Lara Vanessa Cossa Mesquita, actriz, escritora, realizadora

Laura Brito, socióloga, mentora pedagógica

Laura Magalhães, editora audiovisual

Lee Meneres, artista

Leonardo Mouramateus, director

Leticia, fotógrafa

leve leve colectivo, associação cultural

Licinia Carvalheiro, economista

Lígia Roque, actriz, encenadora

Lisete Eunice Barroso Ornelas Da Fonseca

Lou Loução, realizadora, montadora, produtora

Lubanzadyo mpemba, cinéaste

Lucas Brasileiro, estafeta

Luciana Maruta, jornalista

Lucília Raimundo, intérprete, criadora multidisciplinar

Lucinda Loureiro, actriz

Luís Filipe Rodrigues, jornalista

Luís Gonçalo, consultor

Luísa Maciel Waddington, estudante

Luisa Maria Almeida, professora

Luísa Maria Simões da Conceição Francisco, arquivista

Luísa Rodrigues, técnica de cultura na função pública

Luísa Sol, arquitecta

Luiz Fernando Moreira, chef cozinha

Madalena Rocha, formadora, activista

Mafalda Filipa Bento Rodrigues, engª agronómica, produção executiva

Mafalda Matos, cenógrafa

Maíra Zenun, artista visual, socióloga

Maite Sobrino, consultora

Manuela Curtiss Alvarenga Vitor Foureaux, set designer

Manuela Paulo, actriz

Manuela Ribeiro Sanches, investigadora

Márcia, actriz

Márcia Alexandra Tavares Semedo, actriz

Márcia Almeida Teixeira, técnica de Produção Alimentar

Marco Mendonça, actor

Marcus Veiga, músico

Margarida Rendeiro, professora universitária, investigadora

Margarida Serrão, produtora cultural

Maria Ana Freitas, produção cultural

Maria Apolonia, consultora ambiental e social

Maria Beatriz Laschi Franco, bailarina

Maria do Livramento Andrade Reis Trovoada, técnica auxiliar de saúde

Maria Inês Araújo Amorim, assistente de comunicação

Maria Inês Castro e Silva, professora universitária

Maria João Brilhante, investigadora

Maria João Pessoa, bibliotecária

Maria José Prata pinheiro Antunes, professora

Maria Miguel Rodrigues, estudante

Maria Pinto, ilustradora, designer

Maria Ribeiro, humanitária

Maria Vieira, consultora comercial

Maria Vilma Queiroz, professora

Maria Vlachou, gestora cultural

Mariama Jaló Injai, coordenadora de projetos

Mariana Correia Gomes, actriz, técnica de produção

Mariana da Costa Viana Guarda, actriz, realizadora

Mariana de Franco Marçal, médica

Mariana Desidério Ramos, cabeleireira

Mariana Freire da Fonseca, actriz

Mariana Leão Moreira da Cunha, designer

Mariana Sá Nogueira, costureira

Mariana Silva, estudante

Mário Jorge Batista Coelho, actor, encenador

Mário Lino, comunicação

Mário Rui Martins do Souto, técnico superior de Antropologia na Câmara Municipal de

Lisboa

Marta, estudante

Marta Alexandra Arezes Mortágua, artesã têxtil

Marta Amorim, gestora de comunicação

Marta Dineia Gamito, programadora cultural

Marta Ferreira, assistente de imagem

Marta Lança Rodrigues, editora do buala

Marta Luísa Macedo Calejo, artista visual

Marta Martins, gestora cultural

Marta Morais, directora financeira

Marta Nunes, designer de comunicação

Marta Pinto Machado, investigadora, artista

Marta Sousa Ribeiro, produtora, realizadora

Martim Samora Correia Pedroso, actor, encenador, professor

Martinho Pereira Filipe, produtor

Matilde, artista

Maurícia Barreira Neves, coreógrafa

Mauro Hermínio, criador, produtor

Melissa de Barros Viana, terapeuta junguiana

Melissa Rodrigues, artista, curadora e arte-educadora

Micol brazzabeni, mediadora social

Miguel Ângelo Abreu Raposo, actor

Miguel Branco, dramaturgo

Miguel Clara Vasconcelos, cineasta

Miguel Fernandes Garcia Correia de Paiva, videógrafo

Miguel Maia, encenador, dramaturgo

Miguel Marcos José de Barros, sociólogo

milene massena coroado, cinema

Mina Andala, actriz

Monica cosas, produtora

monica de miranda, realizadora, artista visual

Mulheres Negras Escurecidas, colectivo

Nádia Yracema, actriz

Naír pereira da Costa Noronha, artista, socióloga

Namalimba Besteiro Coelho Ferreira, comunicadora cultural

Namíbia Isidoro, poeta

Nara António Correia Pacheco, art, call center

Natália Laureano, artista

Neusa Sousa, jornalista

Neusa Trovoada, artista multidisciplinar

Nicolly fierce da Silva,autónomo

Nuna, actriz (futura realizadora)

Nuno Coelho, professor universitário, investigador, curador, designer

Nuno Filipe Pessoa Sabroso, professor de dança

Nuno Norte, editor de vídeo

Octávio Fernando Rafael Coroado, tec. instalações mecânicas (AVAC) e Energias

Renováveis

Olga Morais Araújo, doméstica

Patrícia Azevedo da Silva, editora, tradutora

Patricia dos Santos Gomes, cozinheira

Patricia Ferreira, professora

Patricia Geula realizadora, argumentista

Patricia Loureiro, directora de operações

Patrícia Sofia da Silva Maio Maio, produtora

Paula Cristina da Silva Ribeiro Diogo de Carvalho, actriz, encenadora, produtora

Paula Cardoso, fundadora da rede Afrolink

Paula Duarte Lopes, professora

Paula Nascimento, curadora

Paulo Gomes, analista de TI

Paulo Guimarães, figurinista

Paulo Jorge Pinto Raposo, docente universitário

Pedro Azevedo, programador musical

Pedro Barbeitos, actor

Pedro Gomes, engº ambiente

Pedro Henrique Correia Barbosa, produtor cultural

Pedro Miguel Simões Baptista, actor, encenador

Pedro Schacht Pereira, professor universitário

Pedro Zegre Penim, actor, encenador, director artístico

Pocas Pascoal, realizadora

Quênia Ribeiro, professora

Rachel Castanheira, professora

Rafael Felipe da Cunha Francisco, bancário

Raquel Branco Rodrigues Freire, realizadora, argumentista

Raquel Da Silva, direção de casting, produtora

Raquel Lima, poeta, investigadora

Rebeca Luísa Machado Da Cunha, actriz

Rebeca Paiva, professora

Reimy Solange Chagas, psicóloga

Renata Maida Freire, empresária

Renée Nader Messora, realizadora

Ricardo Lopes Romero, trabalhador independente

Rina Golinets, estudante

Rita Cássia, antropóloga, artista-pesquisadora

Rita de Jesus Ramos da Costa, directora artística e executiva

Rita Ferreira, designer

Rita Maia, DJ, realizadora, curadora

Rita Pires dos Santos, mediadora Cultural

Rodrigo Ribeiro Saturnino, artista e Pesquisador

Rodrigo Soares Tirso dos Santos, futebolista

Roxana Ionesco, actriz, encenadora

Rui André Soares, director da Comunidade Cultura e Arte

Rui Carlos de Melo, músico

Rui Miguel Bogalho Teixeira Xavier, director de fotografia

Rui Pedro Lourenço de Paiva, professor

Rui Pinheiro, fotógrafo

Rute Rocha Ferreira, artista (actriz, intérprete musical, etc)

Sandra Gonçalves, administrativa

Sandra Rocha fotógrafa, realizadora

Sao José Correia, actriz, realizadora

Sara artista, cineasta

Sara de Castro, actriz

Sara Mendonça de Sousa Dias de Brito, arqueóloga

Sara Morais, escritora

Sara Rebello da Silva, autora

Sara Roriz Sequeira Guerra Carinhas, actriz, encenadora

Sara Simões, arqueóloga

Sara Yasmine, música

Sarah Diedro Jordão, consultora de comunicação

Selma Lúcia Tito Uamusse Gomes, música

Sérgio Magos Jorge de Sousa Vitorino, intérprete, tradutor

Silvania de Barros, gestão, finanças

Silvia Cardoso, assessora política

Sofia da Palma Rodrigues, jornalista

Sofia de Melo Gago Resende da Vitória, artista

Solange Malisa da Graça Salvaterra Pinto, administrativa

Sónia de Jesus Monteiro Barbosa Fernandes, administrativa

Soraia Mendes Tavares, actriz

SOWING_ARTS, produtora

Stela, actriz

Stella Carneiro, realizadora, argumentista

Susana Boletas, antropóloga

Susana Dias, directora manutenção

Susana Martínez, arqueóloga

Suse, PT

Tânia Cristina de Oliveira Paradela Dias, operadora de Loja

Tânia Filipa dos Santos Alves Rosa, actriz

Tânia Santos, programadora

Tatiana Lemos do Nascimento, produtora cultural

Teatro GRIOT, companhia de teatro

Telma Santos, executive assistant

Telma Silva, assistente social

Teresa Carvalho Costa, antropóloga, professora

Thiago Justino, actor

Tiago Barbosa, actor

Tiago Ganhão, profissional da cultura

Tiago Siopa, cineasta

Tita Maravilha, actriz

Tota Alves, argumentista e realizadora

Ulika Gisela da Paixão Franco dos Santos, investigadora doutoranda em História

Valdivia Medina Santos, designer de experiências, terapeuta tântrica

Vanessa Sanches, editora

Vanessa Alexandra de Jesus Lopes, artista, terapeuta, finalista do curso de Medicina

Tradicional Chinesa

Vanessa Fernandes, jurista

Vanessa Ferraz Amaral, actriz, astróloga

Vanessa Patrícia Moreira Sanches, jornalista

Vânia Cristina Tavares Andrade, educadora

Vânia Doutel Vaz, bailarina, coreógrafa

Vânia Gala, professora universitária, investigadora, coreógrafa

Vânia Maria Mourão Araújo, figurinista

Vânia Ramos, psicóloga

Vasco Branco Rodrigues Freire, médico

Vera Gomes, técnica comercial

Vera Mantero, coreógrafa

Veronica Santos, enfermeira

Vivian Avellar, jornalista

Welket Bungué, actor, artista do audiovisual

Yasmin Falcão, designer de moda sustentável

Yolanda Santos, actriz

Yonara Mateus, formadora, mentora

Zia Soares, encenadora, actriz

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