HISTÓRIAS
Isabél Zuaa cancelou espectáculo em Guimarães após ataque racista: “Ia levando com o microfone na cabeça”
A noite desta quinta-feira, 11, deveria ter sido de estreia do espectáculo “Afro Saloyá”, de Isabél Zuaa, em Guimarães, mas uma agressão racista, com ameaça física e tentativa de intimidação determinou o cancelamento da apresentação. Para que os factos não sejam distorcidos, a artista multidisciplinar explicou ao público do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor a violência que sofreu durante os ensaios. “Ia levando com o microfone na cabeça”, contou, numa mensagem que o Afrolink partilha em vídeo.
A noite desta quinta-feira, 11, deveria ter sido de estreia do espectáculo “Afro Saloyá”, de Isabél Zuaa, em Guimarães, mas uma agressão racista, com ameaça física e tentativa de intimidação determinou o cancelamento da apresentação. Para que os factos não sejam distorcidos, a artista multidisciplinar explicou ao público do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor a violência que sofreu durante os ensaios. “Ia levando com o microfone na cabeça”, contou, numa mensagem que o Afrolink partilha em vídeo.
Acompanhada da sua equipa, a artista multidisciplinar Isabél Zuaa subiu esta quinta-feira, 11, ao palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, não para estrear o espectáculo “Afro Saloyá”, conforme estava programado, mas para anunciar o seu cancelamento.
Dirigindo-se ao público, a multipremiada actriz explicou que, durante os ensaios, “ia levando com o microfone na cabeça”. O episódio, contou, resultou da desatenção de uma pessoa da equipa técnica, a quem a criadora chamou à razão. Sem que nada o fizesse prever, e já depois de ter retomado o trabalho, Isabél foi surpreendida com a entrada em cena do director técnico que, de dedo em riste, exigiu que pedisse desculpas à colega.
“Obviamente que isso gerou uma comoção da nossa parte, e quase perdemos a razão”, partilhou a artista, acrescentando que quem se deveria desculpar era a equipa técnica, que depois da ameaça e intimidação abandonou o espectáculo.
A história, que a criadora e intérprete de “Afro Saloyá” faz questão de contar na primeira pessoa, para que não seja distorcida, foi testemunhada pela sua equipa de produção, que também deu o seu testemunho. O posicionamento, de denúncia do racismo e sexismo, foi pronta e fortemente aplaudido pelo público.
Resta saber se haverá responsabilização dos agressores.
PSP desmente André Ventura: cidadãos ajudaram agentes a sair de carro capotado - não o abalroaram
Nas últimas horas, o líder da extrema-direita parlamentar divulgou, nas suas redes sociais, um vídeo com a seguinte legenda: “Na Cruz de Pau (Seixal) um grupo de bandidos perseguiu e abalroou um carro de polícia”. A mensagem, rematada com um apelo à reflexão -“As imagens (...) deviam fazer-nos pensar na selva em que Portugal se está a tornar sem que ninguém faça nada” - foi rapidamente disseminada por outros políticos e fiéis do Chega, unidos na distorção da realidade. Em busca dos factos, o Afrolink, questionou a PSP que, através do seu núcleo de imprensa e comunicação institucional, desmente a ficção criada por André Ventura.
Nas últimas horas, o líder da extrema-direita parlamentar divulgou, nas suas redes sociais, um vídeo com a seguinte legenda: “Na Cruz de Pau (Seixal) um grupo de bandidos perseguiu e abalroou um carro de polícia”. A mensagem, rematada com um apelo à reflexão - “As imagens (...) deviam fazer-nos pensar na selva em que Portugal se está a tornar sem que ninguém faça nada” - foi rapidamente disseminada por outros fiéis do Chega, unidos na distorção da realidade. Em busca dos factos, o Afrolink, questionou a PSP que, através do seu núcleo de imprensa e comunicação institucional, desmente a ficção criada por André Ventura.
Imagem retirada do vídeo cujo conteúdo está a ser distorcido
Sem ódios de efeito viral, a história conta-se em curtos parágrafos.
No sábado, 2 de Maio, por volta das 17h, um carro patrulha da PSP mandou parar um condutor que passou um sinal vermelho, na freguesia da Amora, município do Seixal. Desobedecendo à ordem, o motorista pôs-se em fuga, tendo embatido na lateral da viatura policial, que acabou por capotar.
Em momento algum houve perseguição aos agentes por parte de um grupo. Pelo contrário, a única intervenção colectiva deu-se em auxílio dos efectivos, esclarece a PSP.
“Do referido capotamento resultaram dois polícias feridos, com ferimentos ligeiros, conduzidos ao Hospital Garcia da Orta para receberem tratamento hospitalar, depois de auxiliados por populares a sair da viatura policial”.
A PSP adianta ainda que “o suspeito foi identificado e a viatura do embate localizada”.
Tudo o resto é ódio.