A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra acolhe hoje, 29, a II Jornada de Feminismos Africanos, iniciativa que apresenta duas mesas-redondas sobre mobilidade, participação pública, criação cultural e produção de conhecimento de mulheres africanas e afrodescendentes. O encontro, com abertura às 10h00, e de entrada livre, está integrado no Festival Afro-Portugal 2026, e decorre no Anfiteatro III (4.º piso).
A primeira mesa, às 10h30, dedica-se à cidadania, comunicação e criação artística e tem moderação de Rayma Rajá, doutoranda em Direitos Humanos nas Sociedades Contemporâneas na Universidade de Coimbra. Participam a jornalista, socióloga e activista angolana Luzia Moniz, fundadora e primeira presidente da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA); a jornalista da RTP África Rádio Fernanda Almeida; a cantora Selma Uamusse; e a deputada Eva Cruzeiro.
Depois do almoço, às 14h30, a segunda mesa debate arte, educação e activismo, com moderação de Paula Machava, doutoranda em Estudos Feministas na Faculdade de Letras e no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O painel inclui a professora e tradutora de literatura para a infância Ariana Furtado; a investigadora e curadora Kitty Furtado; Beatriz Gomes Dias, cofundadora da Djass – Associação de Afrodescendentes, antiga deputada e ex-vereadora da Câmara Municipal de Lisboa; e as artivistas do Teatro do Oprimido Anabela Rodrigues e Maria Palmira Joaquim, que partilham, numa intervenção conjunta, experiências ligadas ao trabalho doméstico e à afirmação da africanidade entre gerações.
O encerramento está marcado para as 16h45, seguindo-se, às 17h00, um lanche-convívio.
A organização desta jornada está a cargo de Paula Machava, Eliane Godinho e Catarina Caldeira Martins, esta última professora associada com agregação do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras e investigadora do Centro de Estudos Sociais.